Artigo: O paradoxo das Ferrovias no Brasil

Artigo: O paradoxo das Ferrovias no Brasil

Artigo: O paradoxo das Ferrovias no Brasil

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É isso que trata a matéria publicada no NeoFeed pelo autor José Eduardo Barella no dia 13/06/2024, no qual o Presidente da ANUT, Luis Baldez, deu suas considerações.

Em resumo, o artigo diz que no vasto cenário da infraestrutura ferroviária brasileira, estamos diante de uma intrigante realidade. O Brasil possui R$ 241 bilhões prometidos em 45 projetos ferroviários, mas, alarmantemente, apenas dois desses projetos conseguiram avançar. Este cenário paradoxal é um enorme desafio que precisa de atenção redobrada e soluções práticas.

O regime de autorizações ferroviárias, uma iniciativa do governo em 2021, foi um passo importante para incentivar os investimentos privados no setor. No entanto, apesar das expectativas, os avanços tangíveis são mínimos. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) recebeu 106 requerimentos, resultando em 45 contratos. Contudo, os projetos ainda enfrentam grandes obstáculos na captação de recursos e na obtenção de licenças ambientais.
De acordo com Luiz Baldez, presidente da ANUT, a complexidade e o tempo necessário para a aprovação de ferrovias são questões fundamentais que precisam de uma solução imediata. “Ferrovia, além de ser cara, demora para ser aprovada”, destaca Baldez. Ele reforça a necessidade crucial de aumentar os investimentos tanto públicos quanto privados, além de melhorar a regulação para integrar eficientemente a malha ferroviária no sistema de transporte do país.

Os desafios são muitos. Ferrovias com baixa utilização continuam ociosas não por falta de necessidade, mas pela ineficiência do sistema. “Aquele trem que passava nas cidades pequenas, andando a 10 quilômetros por hora, não concorre hoje nem com van, muito menos com caminhão”, afirma Renan Filho, ministro dos Transportes. Sim, o modelo atual está obsoleto.

Para Luiz Baldez, uma das soluções para superar esses desafios é criar um ambiente regulatório que favoreça a atratividade do setor privado. Ele aponta que a ideia é integrar melhor a malha ferroviária com o sistema multimodal, além de garantir que novos projetos avancem de forma mais célere. “A parte regulatória tem de andar junto com a financiabilidade do para criar as condições que deem atratividade ao setor privado”, complementa.

Outro ponto crítico é a falta de estímulo à diversificação das cargas transportadas e a ausência de um sistema de bitola unificado, o que dificulta ainda mais a interconexão das ferrovias existentes. Também é imperativa a questão da interoperabilidade – a dificuldade de permitir que um comboio de trens obtenha direito de passagem por diferentes concessões.
Em relação aos projetos em curso, temos algumas notas de otimismo. A Ferrovia Norte-Sul, por exemplo, recentemente teve um trecho significativo concluído. Outro exemplo promissor é a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), que conectará pontos estratégicos ao longo das regiões Centro-Oeste e Norte.
Como presidente da ANUT, Luiz Baldez acredita firmemente que um planejamento mais robusto e executável, aliado à visão integrativa e inovadora, poderá realmente transformar o cenário ferroviário brasileiro para melhor.

Para mais detalhes sobre essa análise, recomendo fortemente a leitura do artigo completo publicado pelo NeoFeed: Nas ferrovias, bilhões de reais em projetos, mas poucas obras em andamento.

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