Posto de Pesagem Veicular na BR-050 começa a operar

Posto de Pesagem Veicular na BR-050 começa a operar

Posto de Pesagem Veicular na BR-050 começa a operar

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Posto de Pesagem Veicular (PPV) de caminhões e ônibus, localizado no km 84+900 Sul da BR-050, em Uberlândia (MG), inicialmente, funciona em caráter educativo durante dez dias.

A Concessionária de Rodovias Minas Gerais Goiás S.A. – MGO Rodovias concluiu as obras de reforma e instalação de novos equipamentos operacionais do Posto de Pesagem Veicular (PPV) do km 84+900 Sul da BR-050, em Uberlândia, iniciadas em maio; e, com a autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, iniciou ontem (15/10), a partir das 15h, a operação da balança em caráter educativo para orientar os motoristas sobre os procedimentos de pesagem.

No posto de pesagem atuam 9 operadores da MGO, em turnos, 24 horas, todos os dias da semana. A operação é feita em conjunto com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão responsável pela fiscalização dos veículos de carga, e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A nova estrutura garantirá ao usuário agilidade na operação de fiscalização de peso na rodovia através da pesagem dinâmica de veículos de carga (em movimento), por meio de balanças aferidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). São dois tipos de balanças: seletiva e de precisão (punitiva), embutidas no piso, que permitem a pesagem de conjuntos de eixos, eixos individuais e PBT (Peso bruto total). A autuação é feita em caso de excesso de peso ou má distribuição da carga, conforme previsto em lei. As notificações são aplicadas por agentes da ANTT e pela PRF.

O Posto de Pesagem Veicular está instalado em uma área de 23.970 m², dos quais 257m² de área construída. Ele conta com duas plataformas de pesagem (balanças), estacionamento com 15 vagas, pátio para transbordo de produtos perigosos, salas de fiscalização da ANTT, coordenação, dos operadores e de atendimento ao usuário, além de posto da PRF.

 

O processo de pesagem

O processo de pesagem começa com a verificação da velocidade do veiculo comparada a velocidade permitida da via. Os veículos de carga e ônibus serão orientados a se manter na faixa da direita a 40 km/h. A seguir os veículos serão pesados na balança seletiva, uma espécie de pré-pesagem.

Constatado não haver excesso de peso o condutor acompanhará no painel de mensagem variável (PMV) a orientação para voltar à pista principal (rodovia). Caso contrário o veículo será orientado a seguir pela pista até a balança de precisão (punitiva).

Na sequência o condutor deverá reduzir sua velocidade para 10 km/h constantes, para que seja feita a pesagem com um nível de precisão. Dessa maneira, os dados do veículo e seu respectivo peso serão automaticamente transferidos para o banco de dados do sistema. Como no caso anterior, se não for constatado excesso de peso, o veículo será liberado para seguir viagem. Caso contrário, será indicado ao condutor que estacione o seu veículo no pátio e se dirija ao Posto Operacional e Administrativo da ANTT. Na ocasião, o motorista receberá uma notificação, a orientação para retirar a carga excessiva e será liberado para seguir viagem.

O Posto de Pesagem Veicular (PPV) está equipado com barreiras ópticas, responsáveis por iniciar e finalizar o ciclo de pesagem. Há também três painéis eletrônicos de mensagens variáveis (PMV’s) que informam o motorista sobre o funcionamento da balança e aferição. O primeiro exibe o status do posto: Fechado ou Pesando; o segundo, indica Rodovia ou Pesagem, após a pesagem na balança seletiva; e o terceiro; Rodovia ou Pátio/Repesagem, após a pesagem na balança de precisão (punitiva).

 

Fuga da balança

No caso de fuga, o motorista será flagrado pelas câmeras de monitoramento e receberá a autuação emitida pela ANTT no valor de R$ 5.000,00. O posto de pesagem está equipado com 10 câmeras de fuga, distribuídas na rodovia e nas balanças. Para auxiliar na leitura das placas os operadores dispõem do Sistema OCR, que possibilita a leitura automática.

A reforma e instalação de mais três postos de pesagem na BR-050 faz parte do contrato de concessão da concessionária. No trecho mineiro também está em reforma o Posto de Pesagem do km 161,8, em Uberaba, que deve ser concluída até o final de dezembro. Já em Goiás, as balanças serão instaladas no km 127,6 Sul (Ipameri-Catalão), até abril de 2016, e no km 136,5 Norte (Catalão-Ipameri), até o final deste ano.

 

Excesso de peso: riscos e prejuízos para todos

Segundo o coordenador de postos de pesagem da MGO Rodovias, Rafael Pimenta Casagrande, “conduzir um caminhão com sobrecarga significa um risco adicional para o motorista, para outros usuários da rodovia, danos ao caminhão e redução da vida útil do asfalto”.

Todo veículo é fabricado com uma capacidade determinada. Quando essa capacidade é excedida, seja no peso total, seja no peso por eixo, há um efeito sobre a estabilidade do caminhão e isso pode causar acidentes. O problema ainda pode provocar danos à estrutura do caminhão e até estourar um pneu, já que cada unidade tem resistência para um limite de peso. Quanto mais carga, menor é a segurança.

A indicação do limite da carga total e por eixo está disponível no chassi, na porta e também no manual do caminhão. Este total varia de acordo com o modelo e o fabricante do veículo, a quantidade de pneus e de eixos e a distância entre eles.

Um dos principais problemas causados pelo excesso de carga é a deterioração prematura dos pavimentos. A vida útil de uma rodovia cai, em média, 30%. Mas naquelas em que o tráfego é mais intenso, nos casos em que servem para escoamento da produção, a redução chega a 70%. Assim, o pavimento feito para durar dez anos, resiste sete. Nos casos mais extremos, apenas três anos.

E nem sempre a manutenção acompanha a velocidade dos danos. O resultado é um processo de deterioração que só se agrava. O primeiro problema que aparece é a ondulação longitudinal, o asfalto afunda onde passam os pneus e há um escorregamento para o lado. Depois, surgem os buracos, as trincas e, a partir disso, infiltração de água que danifica a estrutura da rodovia.

 

Fonte: MGO Rodovias

 

 

 

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