Mais um ano passa e problemas na rodovia permanecem

Mais um ano passa e problemas na rodovia permanecem

Mais um ano passa e problemas na rodovia permanecem

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Mais um ano passou e pouca coisa mudou na estrutura da BR-163 – uma das principais vias de escoamento da região. Quem transita pelos mais de 1.700 quilômetros de extensão da rodovia se depara com os problemas de sempre: falta de pavimentação em alguns trechos, estrutura precária e péssimas condições de tráfego.

Produtores, exportadores e caminhoneiros continuam enfrentando muitas dificuldades na hora de escoar mercadorias. Grande parte dos quase 100 milhões de toneladas de soja produzidos em Mato Grosso, por exemplo, tem de passar necessariamente pelo trecho Sinop (MT) – Santarém (PA) da BR-163, em direção aos portos do Norte e Nordeste.

Somente no ano passado, mais de 150 mil caminhões cruzaram a rodovia, de acordo com informações do governo. Grãos, fibras, proteína animal e algodão estão entre os principais produtos que passam pelo tortuoso trajeto. Ainda assim, pouco tem sido feito para que esse gargalo seja amenizado.

“Dado à dificuldade financeira do Governo Federal, muito pouco foi feito do ano passado pra cá. Somente 22 quilômetros foram asfaltados, sendo que faltam 104 quilômetros até Miritituba e mais 88 até Santarém. Outra dificuldade ocorreu em função do endividamento do Dnit e isso fez com que as empreiteiras pisassem no freio, porque não estavam recebendo”, informa Edeon Vaz Ferreira, diretor executivo do Movimento Pró-Logística, formado por entidades do setor produtivo no Estado.

O objetivo do movimento é articular a implantação e manutenção da infraestrutura de logística federal e estadual em Mato Grosso e nos acessos aos portos. A meta é aumentar a disponibilidade de ferrovias e hidrovias no Estado e buscar mais estrutura para as rodovias, articulando soluções de infraestrutura e redução do custo do frete junto ao governo.

Uma das principais demandas na BR-163 é pela recuperação do trecho Norte da via, onde buracos vão crescendo dia após dia, e pela reestruturação das pontes de madeira improvisadas, por onde transitam inúmeros veículos pesados, a exemplo de caminhões com mais de 50 toneladas de carga.

“A BR-163/BR-230, trecho Sinop (MT) – Itaituba (PA), carece de asfaltamento em torno de 105 km. A continuação da rodovia, trecho Itaituba (PA) – Santarém (PA), requer asfalto em 190 km. Além disso, os trechos já asfaltados dessa rodovia estão em estado precário de conservação, com grandes buracos e pontes de madeira que geram acidentes, muitos deles fatais”, diz Daniel Furlan Amaral, gerente de economia da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Há mais de um ano, representantes da Abiove têm exposto ao Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) a necessidade de que a BR-163 seja concluída, além de ressaltar a importância de outras ações emergenciais para garantir o escoamento no Estado. A conclusão da obra beneficiaria principalmente a região Norte de Mato Grosso, responsável pela maior produção de grãos do Estado.

“A ABIOVE pleiteia junto ao DNIT uma equipe de manutenção permanente de forma a solucionar os problemas mais graves no trecho com asfalto e a trafegabilidade nos trechos sem asfalto, especialmente nos acessos aos portos. Isso permitirá que as empresas trabalhem em condições mínimas de segurança e previsibilidade”, sintetiza Amaral.

Ainda de acordo com a associação, além de não oferecer a infraestrutura adequada para o tráfego das riquezas do Centro-Oeste, o governo frustra as expectativas de empresas associadas à Abiove, que investiram pesadamente em terminais portuários do Arco Norte (que engloba Norte e Nordeste do país), assumindo que a rodovia seria totalmente asfaltada e que pontes adequadas ao tráfego seriam construídas.

Melhorias

Parte da duplicação da BR-163, em um trecho com pouco mais de 22 quilômetros, entre o perímetro urbano do município de Rondonópolis e um terminal multimodal de grãos, foi concluída no primeiro semestre do ano passado. Este foi o início de uma série de obras que devem ser executadas pela Rota do Oeste, (empresa da Odebrecht TransPort) ao longo dos próximos 30 anos. Os investimentos previstos são da ordem de R$ 5,5 bilhões.

Outras demandas

A falta de estrutura de logística e escoamento não é um problema exclusivo da BR-163. Entre os mais de cinco mil quilômetros de estradas pavimentadas de Mato Grosso, pelo menos três mil quilômetros precisam de intervenções na malha viária, já que não receberam manutenção nos últimos anos.

Isso sem falar das vias que nunca receberam asfalto. Segundo estimativa da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), “Mato Grosso conta com mais de 24 mil quilômetros de rodovias não pavimentadas. Elas devem ser incluídas no projeto que prevê a ligação das vias menores às principais estradas que cortam o Estado.”

Projetos essenciais

Confira quais projetos foram apontados como de importância máxima pelo Movimento Pró Logística. Hidrovias: Teles Pires – Tapajós, Arinos Juruena – Tapajós, Paraguai-Paraná e Araguaia-Tocantins. Ferrovias: FICO – Ferrovia de Integração Centro Oeste e Ferronorte (Rondonópolis-Santarém). Rodovias: conclusão da BR-163 e BR-158, implantação da BR-080 (Ribeirão Cascalheira- Luiz Alves-GO), da BR-242 (Sorriso BR-163) – Ribeirão Cascalheira (BR-158) e BR-174, entre Castanheira e Colniza.

Outra obra que pode amenizar os gargalos do escoamento no Estado é a construção da ferrovia que vai ligar o município de Lucas do Rio Verde à Miritituba. “O projeto está concluído e já foi avaliado pelo Ministério do Transporte. Agora estamos aguardando o governo anunciar as audiências públicas, e a expectativa é de que a licitação saia ainda neste ano”, diz o diretor executivo do Pró-Logística.

Fonte: Circuito Mato Grosso

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