Grupo pede apoio para ferrovia chegar a Cuiabá

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A Cosan, controladora da Rumo Logística, que detém a concessão da Ferronorte, confirmou que consta em seu planejamento estratégico promover investimentos na ordem de R$ 7 bilhões para estender os trilhos em Mato Grosso, chegando a Cuiabá e depois seguindo até a região Norte do Estado. O anúncio foi feito pelo diretor presidente Marcos Lutz, durante reunião no Senado, com o presidente da Frente Parlamentar de Logística em Transportes e Armazenagem (Frenlog), senador Wellington Fagundes (PR-MT).

A extensão dos trilhos em Mato Grosso está condicionada à antecipação da renovação da concessão, fato que irá atrair investimentos para execução dos projetos de modernização da malha ferroviária no Estado de São Paulo, considerada antiga e com diversos gargalos. Na reunião, Lutz pediu empenho e apoio do senador e da frente parlamentar para agilizar a aprovação dos projetos que se encontram na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Lutz afirmou que a Frenlog, liderada por Fagundes, pode contribuir de forma direta para dar a agilidade necessária às ações previstas no projeto de expansão ferroviária da Rumo Logística. O diretor presidente da Cosan fez questão de destacar “o trabalho parlamentar e o firme comprometimento” do senador na defesa do desenvolvimento da infraestrutura de transporte como um todo: “É uma referência no Congresso” – disse.

Por sua vez, Wellington ressaltou que a ferrovia é estratégica do ponto de vista de escoamento da produção de grãos de Mato Grosso até o Porto de Santos. Segundo ele, o Estado não pode prescindir desses investimentos. “Sabemos que para avançar em Mato Grosso, é preciso solucionar o problema da malha em São Paulo. Daí o nosso empenho” – acrescentou. Da reunião participou também o diretor regulatório institucional da Rumo Logística, Guilherme Penin. Fagundes destacou que a segurança dos aspectos regulatórios de longo prazo tem sido uma prioridade na sua linha de atuação parlamentar na defesa do desenvolvimento da logística no Brasil. Autor da Emenda Constitucional 39/2016, ele destacou a necessidade de dar estabilidade às concessões, evitando que as regras sejam mudadas a cada ano, inclusive através de Medida Provisória.

“O Brasil precisa dar ao investidor a devida segurança jurídica, seja no processo licitatório ou no marco regulatório. Hoje as concessões são política de Governo e são alteradas de acordo com o momento. A PEC que apresentei transforma as concessões em política de Estado, porque passa a ser uma Lei Complementar e cujas alterações dependerão de maioria qualificada do Congresso. Com isso, seguramente, vamos atrair os investimentos necessários, gerar emprego e grandes oportunidades no Estado” – frisou.

Com raízes em Mato Grosso – Lutz se enquadra como mato-grossense – o CEO da Cosan explicou ao senador republicano que a Rumo já recuperou 472 quilômetros de ferrovias – incluindo trechos do tronco principal da Malha Paulista, por onde é exportada a produção agrícola de Mato Grosso. Houve aquisição de 65 novas locomotivas no período – 42 delas para as estradas de bitola larga (1,6 metro), que compõem a Operação Norte, e 23 para as estradas de bitola métrica (1 metro), que compõem a Operação Sul.

A ferrovia chegou a Rondonópolis com seu terminal intermodal de cargas em setembro de 2013. Além de Rondonópolis, outros três terminais compõem a única ferrovia de Mato Grosso: Alto Taquari, Alto Araguaia e Itiquira. Essa malha ferroviária transporta aproximadamente 30 milhões de toneladas de produção, principalmente de grãos. Ela também transporta combustível e deve começar as operações com cargas de fertilizantes.

ARCO NORTE DA LOGÍSTICA – Defensor ferrenho da multimodalidade, o senador Wellington Fagundes destacou que a Frenlog vem trabalhando pela adoção de modais alternativos ao transporte rodoviário, de forma que possam estar conectadas entre si, ou seja, hidrovias sincronizadas às rodovias, ferrovias e aos portos, proporcionando um menor custo para as cargas que trafegam no Brasil, que hoje são transportadas quase que unicamente de forma rodoviária.

Wellington acredita que com os desembaraços, segurança jurídica e investimentos, Mato Grosso deverá criar, em médio prazo, um amplo corredor de transporte, com capacidade para fazer frente a competitividade dos grandes países. O projeto da Rumo Logística chegando ao Norte do Estado deverá, no futuro, se conectar com a Ferrogrão, que ligará aos portos do chamado Arco Norte da Logística. Ou seja, uma ligação de porto a porto, de Santos, em São Paulo, a Miritituba, no Pará. “É um projeto estratégico fundamental, que leva tempo para ser concretizado, mas que vamos continuar trabalhando para ver implantado” – disse.
Fonte – FolhaMax / Revista Ferroviária

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