Com redução média de 6,5%, nova tabela do frete passa a valer nesta segunda

Com redução média de 6,5%, nova tabela do frete passa a valer nesta segunda

Com redução média de 6,5%, nova tabela do frete passa a valer nesta segunda

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Em janeiro, o piso mínimo sofreu reajuste que variou entre 11% e 15%, de acordo com o tipo de carga e operação.

Foto: Divulgação

Com valores mais baixos, a nova tabela de frete mínimo rodoviário entrou em vigor nesta segunda-feira, 20. Após ter sido reajustado para cima em janeiro, o valor do piso teve redução média de 6,5%. Os novos patamares, aprovados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na semana passada, se devem principalmente ao preço do óleo diesel, que registrou quedas neste ano.

A tabela de fretes foi criada em 2018 pelo governo Michel Temer, após a greve dos caminhoneiros que bloqueou estradas e comprometeu o abastecimento de combustível, de medicamentos e de alimentos em todo o Brasil. A criação era uma das reivindicações da categoria, mas acabou questionada no Supremo Tribunal Federal (STF). Até hoje, no entanto, a Corte não julgou o caso.

Uma queda nos valores já era esperada pelo setor em razão das variações registradas no preço do diesel. A Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut) previa, inclusive, uma redução maior, de em média 10%. “Eles adotam premissas com as quais não concordamos”, disse ao Broadcast o presidente da Anut, Luiz Henrique Teixeira Baldez.

Um dos pontos de discordância é sobre o modelo de caminhão utilizado pela ANTT na formulação de preços. Segundo Baldez, a agência toma como base um caminhão ainda pouco usado pelos motoristas, que é novo no mercado e é mais caro que a maioria daqueles que estão nas estradas.

Outra questão levantada pela Anut é sobre os valores de queda do diesel, sobre a qual a entidade deve pedir maiores explicações. “Nós tínhamos imaginado que tinha caído mais (em relação ao preço base usado na tabela de janeiro). Então estamos pedindo que haja esse esclarecimento”, disse Baldez, lembrando que a entidade é contrária à política de tabelamento do frete.

“Precisa de uma ação para conectar o autônomo diretamente com o embarcador”, disse o presidente da Abrava, que cobra também uma maior fiscalização por parte do governo e da ANTT para o cumprimento da tabela.

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