Banco francês BNP Paribas quer financiar concessões no Brasil

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O banco de investimentos francês BNP Paribas fará uma nova capitalização na unidade brasileira nos próximos dias.

Segundo Sandrine Ferdane, CEO do banco no Brasil, o aporte será mais elevado do que os últimos dois, feitos no ano passado, com valor total de cerca de R$ 400 milhões.

O objetivo da instituição financeira é ampliar sua participação principalmente no financiamento de projetos de infraestrutura, como energia renovável, diante do provável aumento de interessados em investir em concessões no país.

Segundo a executiva, o BNDES já indicou que pretende financiar apenas metade dos projetos, dando espaço de atuação para o setor privado.

A nova forma de financiar concessões terá que passar pelo mercado privado. É uma oportunidade clara para bancos como nós, afirmou nesta terça (18) em encontro com jornalistas.

O BNP financiou o projeto eólico de Casa dos Ventos e, segundo Ferdane, o banco quer se firmar como um canal de investimentos em fontes alternativas de energia globalmente.

O apetite pelo Brasil vai voltar rapidamente. Há muito o que fazer, disse ela, referindo-se ao interesse de clientes, investidores estrangeiros de olho no Brasil.

Ela prevê que os leilões de aeroportos sejam muito disputados, assim como os projetos em energias renováveis. Ela também relatou interesse no segmento agroalimentar e no varejo (em operações que envolvam compras de empresas nacionais em dificuldade).

STOP AND GO

Ferdane disse que, mesmo durante o pior da recessão brasileira, o banco não reduziu a oferta de linhas de crédito e alfinetou concorrentes que abandonaram o país recentemente. O Deutsche Bank está encolhendo a operação no Brasil e o HSBC vendeu sua filial para o Bradesco.

É difícil fazer negócio no Brasil, é complexo, específico e muda muito, afirmou. Não temos uma estratégia de ‘stop and go’ e, sim, de fidelidade.

O banco francês está de olho em potenciais clientes alemães, viúvas do concorrente, interessados em aplicar no Brasil. Em dezembro, disse ela, o BNP vai organizar um seminário para investidores dedicado ao Brasil na Alemanha.

A leitura do BNP é que o pior da crise brasileira ficou para trás e o país caminha para a recuperação.

Ainda assim, ela lamentou que o Brasil tenha perdido o grau de investimento – espécie de selo de bom pagador.

Segundo a executiva, isso criou um freio matemático para o crescimento dos bancos estrangeiros no país, pois eles não podem aumentar a alocação de capitais no país livremente.

E se não aumentar seu capital, como está voltando a fazer agora o BNP, os bancos enfrentam limitações regulatórias para emprestar – o que no jargão financeiro se chama alavancagem.

O grupo BNP Paribas é dono da seguradora Cardif, da Cetelem e da Arval.

Fonte – Revista Ferroviária/Folha de São Paulo

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